Como a família pode ajudar: guia prático de apoio e encaminhamento
Família é parte essencial da recuperação. Aqui estão passos claros para comunicar-se com respeito, estabelecer limites e acessar cuidados com segurança — inclusive quando considerar a internação involuntária como ato de amor em situações de risco.
Sem promessas de cura. Nosso compromisso é acolher, informar e encaminhar com responsabilidade.
Por que a família é essencial no tratamento?
A presença da família aumenta a adesão ao cuidado, reduz recaídas e fortalece a motivação. Quando os familiares aprendem comunicação não violenta, definem limites claros e buscam ajuda profissional, o processo fica mais seguro e previsível para todos.
No Grupo Salvar Vidas, cada pessoa recebe um Projeto Terapêutico Singular, construído junto com a família. Nosso enfoque é humanizado e transparente, com alto índice interno de recuperação, porque cuidamos da pessoa e também da rede de apoio.
Como conversar sem agravar o conflito
- Escute primeiro e valide sentimentos (“entendo que está difícil”).
- Use frases na primeira pessoa: “eu me preocupo quando…”.
- Evite ironias, acusações e “debates de prova”.
- Combine pequenos próximos passos (ex.: agendar avaliação, organizar documentos).
Dica prática: escolha um horário calmo, sem pressa e sem uso de substâncias. Uma conversa boa precisa de contexto seguro.
Estabelecer limites: apoio não é permissividade
- Defina regras simples e específicas (ex.: “não dirigir após beber”).
- Explique consequências previsíveis e cumpra o combinado.
- Evite “resgates” que mantêm o ciclo (pagar dívidas repetidas sem plano de cuidado).
- Cuide do cuidador: descanso, terapia para familiares e rede de apoio.
Quando é hora de intervir?
- Risco à vida: auto/heteroagressão, overdose, direção sob efeito, surtos psicóticos.
- Perda de controle: uso compulsivo, dívidas, abandono de responsabilidades.
- Recusa persistente de cuidado mesmo diante de riscos relevantes.
- Comorbidades: depressão grave, ansiedade incapacitante, crises psicóticas.
Em qualquer cenário de risco imediato, acione 192/190. Nossa equipe orienta o passo a passo e, quando indicado, organiza remoção 24h com segurança.
Internação involuntária: por que é um ato de amor
A internação involuntária é prevista pela Lei 13.840/2019 e pode ser indicada quando a pessoa perde o discernimento sobre a própria condição, recusa ajuda e há risco real para si ou para terceiros. Nesses casos, decidir pela internação não é punição — é cuidado e proteção.
- Base técnica: requer avaliação médica e registro em prontuário.
- Garantia de direitos: comunicação à família e ao Ministério Público quando exigido.
- Abordagem humanizada: acolhimento, segurança e plano terapêutico individual.
Mensagem às famílias: buscar ajuda não é “desistir” de quem você ama — é criar condições reais para um recomeço com segurança.
Pós-alta: manter os ganhos e prevenir recaídas
- Consultas regulares e psicoterapia contínua;
- Rotina de sono, alimentação e atividade física;
- Rede de apoio (grupos, família e comunidade);
- Plano de manejo para gatilhos e sinais de alerta;
- Estratégias financeiras e digitais para jogo patológico (bets).
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