Clínica de Recuperação, Dependência Química e Saúde Mental — Guia Expandido
Há mais de 10 anos, o Grupo Salvar Vidas acolhe, orienta e encaminha com responsabilidade em todo o Brasil. Este guia reúne sinais, mitos, legislação, guias por substância, roteiros para a família, remoção 24h e um plano prático de pós-alta.
Conteúdo educativo. Em risco imediato, acione 192/190 e procure serviços oficiais.
Sinais de alerta — quando “de leve” vira dependência
Tolerância e fissura
Aumento gradativo da dose para obter o mesmo efeito; pensamento recorrente no uso; desconforto intenso na abstinência. A sensação de “não consigo parar hoje” é um marcador importante de perda de autonomia.
Perdas cumulativas
Queda de desempenho acadêmico ou profissional, conflitos familiares, mudança de círculos sociais, abandono de atividades que antes traziam propósito. Dívidas, promessas quebradas e agendas furadas se repetem.
Negação e risco
Minimizar prejuízos, culpar terceiros, dirigir ou trabalhar sob efeito, combinar substâncias, expor-se a violência e acidentes. “Eu paro quando quiser” costuma adiar decisões que protegem a vida.
Intervir cedo reduz dano financeiro, emocional e social. Pedir ajuda é ato de responsabilidade consigo e com quem ama você.
Mitos x Fatos (linguagem responsável)
“Todo mundo controla.”
Fato: suscetibilidade varia. Genética, ambiente e saúde mental alteram risco. Se sua liberdade diminui, o controle já foi comprometido.
“É só fase.”
Fato: dependência é tratável; julgamento afasta, técnica aproxima. Cuidado precoce reduz sofrimento e custos.
“Clínica é castigo.”
Fato: internação é intervenção sanitária quando há risco. Objetivos: segurança, desintoxicação, estabilização e reorganização de vida.
Como funciona a clínica de recuperação (modelo prático)
Triagem e plano terapêutico
- Anamnese clínica, psiquiátrica e social; objetivos claros e metas semanais.
- Abordagem centrada na pessoa, com rede familiar como co-terapeuta.
- Redução de danos quando apropriado; avaliação de comorbidades.
Durante a internação
- Estabilização clínica e emocional com equipe multiprofissional.
- Terapias individuais e em grupo; educação em saúde e espiritualidade.
- Rotina estruturada, descanso adequado, reinserção progressiva.
Não prometemos “cura”. Trabalhamos para aderência, segurança e recomeço sustentável.
Remoção 24h — como acontece
Passo a passo
- Acione o WhatsApp (+55 11 91728-4647) para triagem imediata.
- Planejamento logístico com equipe habilitada e, quando necessário, orientação jurídica.
- Remoção segura até a unidade indicada com comunicação contínua à família.
- Admissão e início do projeto terapêutico exclusivo.
Onde atuamos
Sudeste: SP, RJ, MG, ES.
Sul: PR, SC, RS.
Centro-Oeste: DF, GO, MS, MT.
Nordeste: BA, PE, CE, RN, PB, AL, SE, MA, PI.
Norte: AM, PA, RO, AC, TO, AP, RR.
Disponibilidade conforme triagem e condições locais.
Planos de saúde (ANS) e caminhos de acesso
Análise de elegibilidade
Orientamos leitura do contrato, diretrizes da ANS e documentação necessária. Quando o plano não cobre o formato indicado, avaliamos alternativas particulares com transparência e previsão de custos.
🧾 Solicitar análiseLeituras úteis
Guias por substância — sinais, riscos e plano de cuidado
Os quadros abaixo oferecem uma visão prática por tipo de substância. Cada pessoa é única; use como orientação e procure avaliação técnica.
Cocaína e crack: do pico ao precipício
Sinais específicos
- Uso em “binges” (sequências intensas); insônia; bruxismo; paranoia.
- Perda de apetite, emagrecimento, irritabilidade e impulsividade.
- Quebras de rotina: sumiços, atrasos, gastos altos e repentinos.
Riscos imediatos
- Arritmias, AVC, infarto, acidentes por descontrole.
- Violência e exposição a ambientes de alto risco.
- Associação com álcool ou sedativos aumenta perigo.
Plano prático
- Ambiente seguro e avaliação clínica rápida.
- Abordagem motivacional; manejo de fissura; treino de habilidades.
- Estratégia de “portas fechadas” para gatilhos e contatos de risco.
Leitura recomendada: Uso abusivo de cocaína.
Maconha / cannabis: quando o “de boa” cobra caro
Sinais
- Queda de motivação; atrasos crônicos; dificuldade de foco e memória.
- Ansiedade, pânicos e, em casos, sintomas psicóticos transitórios.
- Uso matinal e “funcionamento” condicionado ao uso.
Riscos
- Comprometimento acadêmico/profissional e direção sob efeito.
- Conflitos familiares; dependência psicológica subestimada.
- Potência alta em concentrados e comestíveis (efeito imprevisível).
Plano
- Metas graduais de redução/abstinência e rotina estruturada.
- Técnicas de atenção plena e reprogramação de hábitos.
- Rede de apoio e substituição de rituais por atividades de valor.
Leitura: Efeitos da maconha.
Sintéticos (K9/K4, spice, “novas drogas”): campo minado
Sinais
- Oscilações bruscas de humor; confusão; agitação psicomotora.
- Desconexão com a realidade; surtos; amnésia de episódios.
- Associação com ansiedade intensa e comportamento imprevisível.
Riscos
- Toxicidade elevada, fórmulas instáveis e mistura com outras drogas.
- Emergências clínicas e psiquiátricas frequentes.
- Alta necessidade de ambiente protegido e suporte contínuo.
Plano
- Indicação de cuidado intensivo e monitoramento clínico.
- Protocolos de segurança e comunicação com a família.
- Pós-alta prolongado com rede de proteção.
Leitura: K9/K4 — efeitos e riscos.
Álcool: a droga “social” que adoece silenciosamente
Sinais
- Beber para aliviar ansiedade/insônia; “esquenta” antes de eventos.
- Perdas de memória; agressividade; acidentes domésticos e de trânsito.
- Promessas não cumpridas: “só hoje”, “só duas”, “segunda eu paro”.
Riscos
- Hepatopatias, gastrite, arritmias, síndrome de abstinência grave.
- Violência doméstica e problemas legais.
- Associação com outras substâncias aumenta dano.
Plano
- Desintoxicação quando indicada; psicoterapia; suporte familiar.
- Rotina substitutiva noturna; grupos de apoio; metas semanais.
- Plano de recaída com barreiras ambientais e digitais.
Leitura: Tratamento do alcoolismo.
Benzodiazepínicos e hipnóticos Z: o risco do “remedinho”
Sinais
- Aumento de dose sem orientação; tolerância; uso diurno “para dar conta”.
- Quedas em idosos; prejuízo de memória; sonolência persistente.
- Ansiedade de rebote ao tentar reduzir.
Riscos
- Dependência física; acidentes; interação com álcool e opioides.
- Retirada abrupta pode ser perigosa.
Plano
- Desmame gradual supervisionado; higiene do sono; terapia.
- Alternativas não farmacológicas e reeducação de hábitos.
Opioides e analgésicos potentes: alívio que pode acorrentar
Sinais
- Uso fora da prescrição; “médicos diferentes”; quedas, constipação.
- Somnolência, pupilas puntiformes, depressão respiratória em altas doses.
Riscos
- Overdose, principalmente associada a álcool/benzodiazepínicos.
- Dependência física acentuada e síndrome de abstinência dolorosa.
Plano
- Avaliação urgente; redução segura; alternativas para dor crônica.
- Estratégias de prevenção de overdose e educação familiar.
Estimulantes prescritos (uso inadequado): a falsa produtividade
Sinais
- Uso sem diagnóstico claro; “viradas” de estudo; perda de apetite.
- Ansiedade, taquicardia, irritabilidade e “crashes” intensos.
Riscos
- Arritmias; dependência psicológica; combinação com álcool.
Plano
- Reavaliação diagnóstica; higiene do sono; técnicas de foco sem droga.
- Treino de planejamento e limites de tela.
Critérios de segurança e ética na escolha da unidade
Checklist essencial
- Equipe multiprofissional e supervisão técnica.
- Protocolos claros de admissão, medicação e comunicação com a família.
- Ambiente seguro, higiene, alimentação e rotina estruturada.
- Plano terapêutico individualizado e metas documentadas.
- Respeito à dignidade, à diversidade e aos direitos da pessoa.
Documentação e transparência
Peça tour virtual/presencial quando possível; leia contratos e regulamentos; esclareça dúvidas sobre visitas, objetos pessoais e critérios de alta. Registre informações clínicas relevantes (medicações, alergias, histórico).
Guia da família — abordagem que protege vínculos
Conversa em 3 etapas (CNV)
- Observação: “Nas últimas 3 semanas, você faltou ao trabalho 4 vezes e chegou tarde 6 noites.”
- Sentimento/necessidade: “Ficamos preocupados com sua segurança e precisamos de previsibilidade.”
- Pedido: “Topa conversar com um especialista hoje às 19h? Eu vou com você.”
Limites que protegem
- Não financiar uso: não pagar dívidas de droga.
- Segurança doméstica: controlar chaves do carro/armas, proteger crianças/idosos.
- Plano de crise: quem acionar e quando (ex.: 192/190).
Cuidar de quem cuida
Família também adoece. Busque suporte para você: grupos, psicoterapia, espiritualidade e descanso. Vínculo firme não é vigilância constante; é combinação de presença e limites.
Roteiro de intervenção (passo a passo)
Antes da conversa
- Escolha local e horário tranquilos; convide um mediador confiável.
- Prepare fatos objetivos e exemplos; evite rótulos.
- Tenha opções na mesa: consulta, avaliação, acolhimento ou remoção.
Durante
- Comece pelo cuidado: “Você é importante para nós.”
- Mostre fatos e impactos; faça pedidos específicos com data/hora.
- Se houver recusa e risco, avalie medidas legais com orientação técnica.
Intervenção não é emboscada; é convite firme para retomar a própria vida com suporte estruturado.
Pós-alta e prevenção de recaída
Plano de 30/60/90 dias
- 30d: rotina básica (sono, alimentação, atividade física, espiritualidade), consultas e grupos.
- 60d: retomada gradual de estudo/trabalho; metas de finanças e lazer saudável.
- 90d: ampliação de autonomia; monitoramento de sinais precoces; revisão de metas.
Barreiras e tecnologia
- Bloquear contatos/ambientes de risco; ajustar rotas e horários.
- Limitar telas à noite; apps de foco; registro de humor e sono.
- Pessoas-chave para acionar frente a sinais de alerta.
Casos práticos — cenários frequentes
Universitário sob pressão
Abuso de estimulantes “para render”, noites viradas e crises de ansiedade. Plano: reeducação do sono, técnicas de estudo, avaliação diagnóstica e apoio psicoterapêutico. Evitar álcool como “desacelerador”.
Profissional de alta demanda
Uso de álcool para “desligar” e benzo para dormir. Plano: desmame seguro, gerenciamento de estresse, fronteiras de trabalho e atividade física regular.
Família com criança pequena
Conflitos e riscos domésticos. Plano: segurança e rotina estável; divisão de responsabilidades; rede de apoio; supervisão clínica próxima.
Glossário essencial (A-Z)
A–C
- Abstinência: sintomas ao interromper uso.
- Aderência: comprometimento com o plano de cuidado.
- CAPS: serviço público de atenção psicossocial.
- Comorbidade: coexistência de condições clínicas/psíquicas.
D–P
- Detox: desintoxicação quando indicada.
- Fissura: desejo intenso de usar.
- Plano terapêutico: metas, prazos e estratégias personalizadas.
R–Z
- Redução de danos: diminuir riscos quando abstinência imediata não é viável.
- Recaída: retorno ao uso após período de controle/abstinência.
- Trilha de cuidado: sequência de serviços/apoios conforme necessidade.
Mitos comuns (lista longa para consulta rápida)
- “É só força de vontade.”
- “Bebida social não faz mal.”
- “Eu paro quando quiser.”
- “Só maconha não vicia.”
- “Benzo não dá problema se for do médico.”
- “Sintético é leve.”
- “Não misturo; então tá ok.”
- “Internação é punição.”
- “Recaída zera todo o progresso.”
- “Plano sempre paga tudo.”
- “Família não deve se meter.”
- “É vergonha pedir ajuda.”
- “Quem é forte não precisa de terapia.”
- “Depois do detox, acabou.”
- “Internet não atrapalha sono.”
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Perguntas frequentes
Vocês tratam dependência química e alcoolismo?
Sim. Trilhas personalizadas, equipe multidisciplinar e suporte à família. Quando indicado, há internação com critérios técnicos.
Como funciona a internação involuntária?
É uma medida de saúde quando há risco e recusa de cuidado. Requer avaliação médica, solicitação de familiar/responsável e respeito à Lei 13.840/2019.
Há remoção 24h em todo o Brasil?
Sim. Operamos logística nacional conforme triagem e disponibilidade regional.
Planos de saúde cobrem?
Planos regulados pela ANS têm cobertura para transtornos mentais e dependência conforme indicação clínica. Realizamos análise de elegibilidade e orientamos documentação.
Vocês prometem cura?
Não prometemos cura. Nosso compromisso é acolher, orientar e construir um caminho sustentável de recuperação, com altos índices internos de adesão.




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